sábado, 9 de dezembro de 2017

Os poetas estão fora do tempo

A poesia é uma cura para o mundo talvez um pouco desconhecida e inexplorada pela maioria das pessoas. Os poetas são profetas que contam histórias que predizem o futuro e elevam o passado. 


Como suspiros de um novo tempo inalcançável, suas palavras são sempre flashes de luz, esferas contemporâneas para os corações sensíveis. 

#rainermariarilke (1875-1926)


domingo, 19 de novembro de 2017

A Carta

A carta

Ele tinha acabado de sair, dela e do lugar. Ia para uma viagem longe, naquele agreste distante, e ninguém sabia se voltava. E havia tanta coisa dela que ele não sabia... Que ela dormia cedo e gostava de doce de abóbora; que ela mordia os lábios de tédio e lavava as calcinhas no banho; que ela nunca deixava comida no prato com medo de escassez e penteava os cabelos longos todo dia antes de dormir; e que ela já sentia saudade, tanta e muita, mesmo sem conhecê-lo bem. Mas seu corpo o conhecia. Fazer amor com outro corpo é a forma mais profunda de conhecer. E ver o cavalo dele pela janela ir ficando pequeno ao seguir a distância da estrada causou nela um aperto no peito. Dor. Como se o escuro da noite invadisse a manhã. Tudo era breu depois que ele sumiu na claridade. Mesmo toda a manhã, e todo o céu, e toda a luz... Nada iluminava. 

A vida eram dois pequenos cômodos de madeira com uma janela, de onde se via a estrada longa e, às vezes, alguém chegar ou ir embora. O coração era um espaço ainda menor e, mesmo assim, tão vasto, que cabia a estrada toda, porque talvez a estrada a levasse a ele. Mas ela mal sabia escrever o nome. Ficou ali pensando umas letras. A juntou com M, com O, com R... Será que era assim que se escrevia?

Percebeu que escrevendo podia senti-lo um pouco mais. A voz dele tocou seu ouvido. Era o sussurro da noite não dormida. Ele dizia “amor”, mesmo sem saber muito bem dela.

Distanciou os olhos do papel e ficou olhando na janela até me ver passar:

“Moça!” - ela me disse - “A senhora escreve?”

Pensei “Como ela sabe?”, mas quando olhei vi seu desespero na janela e compreendi que não falava de mim, estava só pedindo socorro. “Escrevo”, respondi.

Ela abriu a porta e me chamou com a mão. Estava tão triste, tão só, que todas as minhas palavras quiseram lhe fazer companhia. 

“Ele foi embora. Se eu não escrever, ele nunca vai saber.”

Fiquei ouvindo e ela continuou:

“O problema é que não sei escrever... Nem sei o endereço dele, nem o nome inteiro.”

Perguntei:

– Você sabe o que sente?

Saber o que se sente já é saber muito, pensei.

Ela assentiu com a cabeça e me trouxe outro papel e lápis. Pedi:

– Vai falando o que queria falar pra ele que eu escrevo!

Ela me falou rápido e escrevi como ela me dizia, sem corrigir nada, porque isso não se faz com verdades assim tão sérias. Depois ela enrolou o papel, amarrou uma fita de cetim e por fora pediu para eu escrever “Jão”. Perguntei se não era “João” e ela disse: “Não, é Jão mesmo! Jão, jagunço do Zé Caboclo”.

A carta viajou de mão em mão, andou em bolsos, malas, camisas, nada de chegar ao Jão. Ele viveu tanta coisa sem saber que a carta existia! Quase nem se lembrava mais dela. Aquela noite passada juntos, não dormida enlaçados um no outro era uma semente no passado que não tinha dado fruto algum. Jão dormia tantas vezes com mulheres que conhecia pelo caminho. Parece que ele viajou pra um lado e aqueles dizeres pra outro. A carta passava perto do rio, ele estava acampado no mato; a carta subia a montanha, ele atravessava lugarejo. Até que... 

Oito anos depois – e oito anos são toda a vida de uma criança que a altura chega na cintura! – alguém entregou pra Jão a carta, quase rasgada, mal dava pra ler. A fita desfiada, o papel sujo de terra, molhado de suor e chuva. Jão viu que era assinada por Meire. Forçou a vista, não pra ler, mas pra lembrar da cena, o rosto dela não vinha, mas foi só ler que tudo foi clareando. E o rosto, corpo, gosto dela parecia estar ali agora. Ficou pensando como se fosse a voz dela dizendo, falando aquelas coisas que a carta contava. Ele nem sabia, nem sonhava aquilo tudo. Ficou pensando no dia que ela escreveu, fazia já 8 anos aquele dia e parecia ontem. Imaginou Meire com saudade, saudade que ele não sentiu, mas sentia agora. Imaginou Meire sozinha no quarto escrevendo pra ele e chorando. Parecia que estava chorando, ele pensou. Mulher nenhuma tinha chorado por ele. E aquelas palavras todas tinham atravessado o tempo para encontrar seus olhos. Aquele papel tinha resistido ao sertão para tocar seus dedos... Na carta, Meire dizia:

Não sei seu nome intero, mas sei seu chero! Parece um vento que senti uma vez na estrada. Um chero fresco. Gostei quando mexeu no meu cabelo. A sua mão é um carinho que nunca recebi antes. É diferente do seu chero. É quente. Esquentou cada pedaço meu. Até drento! Eu nem falei que tava gostano para num estragar aquilo tudo lindo que ocê tava fazeno. Fiquei quieta. Ocê é como uma comida boa que a gente faz até silêncio pra comê, sentir o gosto direito. Depois que ocê chegou meu coração bateu diferente e inté agora tá assim. Eu queria gritar quando vi ocê ir embora daqui, mas minha voz num saía. Eu tava é com medo de ocê não ficá memo assim. E daí acho qui tá doeno inda mais. Tá doeno agora e parece que vai doer a vida toda sem ocê. É isso que é amor, né? Umas hora alegre de amor, e o resto da vida de dor. Vô ficá assim inté ocê voltá. Essa carta é pra te chamá pra cá de novo. Pra dentro de casa e pra dentro de mim. Meu amor tá aqui procê... E ocê, cadê?

Ele não sabia mais o caminho de volta. Será que era Barra Alta ou Serrado, era Rio Largo ou Garlhas onde ela morava? Se soubesse ia prá lá. Mas e se ela já tivesse casado, se já estivesse com outro? “Meire não ia esperar tanto”, pensou. “Era mulher bonita, jeitosa. Já tinha passado oito anos...”

Jão resolveu escrever. Se era uma carta que tinha acendido nele o amor, como se a tivesse amado aqueles dias todos, e meses e anos, também uma carta havia de chegar a ela, nem que pra isso fosse preciso mais 8 anos. Jão que tinha feito Meire viver de espera, queria viver ele a espera dela. Guardou a carta lida no bolso da calça e se apoiou na cela do cavalo para escrever uma resposta. Dobrou o papel e escreveu: “Para Meire, a da casa azul de Barra Alta.” 


sábado, 18 de novembro de 2017

Molhados de chuva

Voltamos correndo molhados de chuva, somos dois adolescentes beirando os 40. Escrevo poesias nas linhas do meu pensamento e sei que jamais irei lembrar aquelas palavras que me sorriem. Eu perco os poemas no tempo, mas eu me encontro. Faz poucos minutos que as pessoas se levantavam da sala de cinema eu me perguntava como podiam ser tão insensíveis. Um filme demora anos para ser pensado, amado, escrito, filmado, finalizado… Cada música, cena, fala… Depois de derramar lágrimas não se pode simplesmente levantar-se e ir embora. Estamos todos fugindo de sentir? Eu não. Eu sinto aqueles personagens dentro de mim. Parece que tenho uma outra vida em que eles me cabem. É como se tudo aquilo fosse um pedaço de uma vida minha. Dói quando ele vai embora, dói quando ele encontra outra e eles se casam, e dói que ele ainda se lembre dela. Será mesmo que ninguém é feliz? São todos incompletos? Eu choro, talvez você enxugue as minhas lágrimas antes que venham pedir para deixarmos a sala para a próxima sessão. Bom filme, você diz. Será que me identifico com os personagens errados? Talvez eu esteja apenas habitando a tristeza de alguns instantes. Mas ela sorri no último trecho, caminha forte e inteira, é isso que fica pra você. Ainda não compreendo as pessoas que deixam a sala antes de mim. Eu abraço os meus sentimentos, ja não são mais o filme, sou eu. Não sou mais a menina jovem que se casa com o professor, nem a que seduz uma pessoa mais velha. Fui uma jovem insegura que admirava a maturidade com respeito e distância. Amor velado, como meus outros. Agora que sou experiente parece que o mundo é dos jovens, como se eles fossem mais fortes e seguros do que sou. Onde mostro ao mundo os presentes que a idade me deu? É como se eu estivesse sempre do lado mais fraco. 

Lá fora chove, refugio-me na livraria e seus braços vem como doces forças mundanas tocar meu corpo. Você está forte e me acalentam seus lábios docemente. Recebo um frescor na sua ternura. O entorno fica mais leve e claro. Eu continuo sonhadora, basta que me deem motivos. Meus sonhos não envelheceram. São os mesmos. Componho a minha sinfonia com as cenas de amor dos filmes românticos. Sou sempre eu. E você. Eu e você. Nós. Compreendo você  quando não se sente amado, amo as histórias e personagens que crio quando estamos juntos. Às vezes me sente atuando. É porque estou a testar aquele roteiro novo em que cabemos perfeitamente nos personagens. 

Poderia ser um filme, poderia ser um livro. 

Poderia ser apenas essas linhas. 


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Ardente

Sou flor ardente

Como me fez Deus, o poderoso artesão do universo 

Fui uma pétala única em suas mãos carentes de amor

E fui amada enquanto feita 

E ainda mais depois. 

Por seu sopro perfumou meu pólen, inseriu em mim a sua divindade

Estou à beira de alguns caminhos 

Sou a delicada constatação de que Ele existe e de que em mim colocou suas mãos. 

Um toque assim nem o tempo apaga, nem o vento leva...


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Tem tanto

Eu tenho aquilo que não cabe

A palavra que o tempo come

Aquilo engolido que não disse

Não escrevi, não falei


Tem tanto...

Tá tudo aqui. 

Aqui e no ontem


Aqui e no antes


Hoje? Digo isso!


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

O amor nasce na carne

O amor nasce na carne
Depois ele corre e se espalha na alma
Não tem volta 
É como doença boa
Não contagia
Inebria o doente
Dói o peito
Dói dentro da gente
"Estou morrendo", se sente
E um pedaço lá do fundo morre mesmo
Pro amor trazer outro mundo pra fora
Então nesta viagem só de de ida
O amor desbrava as maiores mortes da vida 
Atravessa tudo
Me atravessa!
Não importa se me olha
Ou se se esquiva
Ele tem nas mãos os seus poderes
E me mantém viva
Sei quando te vejo
Um aceleramento
Um espasmo, seu beijo
Sei quando te toco
Como a um tesouro
Te suspiro, silencio,
Te evoco. 
Ficamos suspensos
Nossa respiração é o tempo. 
Uma rara eternidade o nosso encontro. 
Nascem palavras invisíveis que não sei se conto
Me calo. 
Só me invade o sentimento 
Vivo.

sábado, 26 de agosto de 2017

Palavras

E eu? Eu colhi as palavras espessas e puras. 


Palavras raras que debruçavam sua força 

por uma rampa longa e escura. 


Palavras que desciam do céu como candelabros acesos em chamas singelas


Palavras que beijavam o horizonte com cores de sol poente. 


Palavras que a brisa levava para dançar canções no breu.


Palavras pelos recantos, cantos, matos, pelas multidões, campos, cidades, levadas em vôos de besouros, mosquitos, pernilongos. 


Palavras caminhando nas peles e pelos, nos corpos e folhas, em você, em mim. Dentro e fora de nós. 


Palavras, sim.


Palavras. 


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Casamento Marcela e Flavia

Tenho algumas considerações sobre a cerimônia de casamento da @mmpaduan e da @flaviateles que fui neste sábado, aliás servem para toda festa a que somos convidados. 

1. Casamento é a convivência, é o que duas pessoas constroem se relacionando. Cerimônia e festa é a celebração, e a partilha desta decisão de caminhar junto. .


2. Quando somos convidados a celebrar, muitas vezes pensamos mais em nós que no motivo da celebração e no que será celebrado. Pensamos no traje, em como seremos recebidos (e alimentados...rs), é possível que esqueçamos o real motivo. Quando a cerimônia é de casamento (poderia ser aniversário) vamos festejar a união de 2 pessoas corajosas, por, em tempos de separação, violência e desamor, estarem publicamente escolhendo: AMAR!

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3. Ser convidado é ter a oportunidade de se conectar com as pessoas, com quem elas são e com o significado daquilo para elas e para o mundo. Cada ser humano que nasce (no caso dos aniversários) ou que se une (no caso dos casamentos) é único e traz consigo uma compreensão nova para este planeta. A celebração pode ser sempre uma inspiração para os convidados, seja um convite para amarmos o outro ou para sermos também a nossa verdade.

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Recebi um banho de amor, beleza, alegria e verdade, com esta cerimônia e festa que pude vivenciar com presença e consciência (para não perder nada!)🙏🏻❤️❤️❤️

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Fiquei tocada pelo convite pra cantar "Prabhu Ap Jago" durante o ritual, cujo o significado da letra, originalmente em sânscrito, é uma prece: "Que o amor desperte em mim, em todos e em todos os lugares"🙏🏻 🌷


#casamento #amor #celebrar #viver #reflexão


domingo, 13 de agosto de 2017

Dia dos pais

O pai, portal masculino do que somos, 

raiz do que seremos. 


Um homem e uma mulher nos trouxeram aqui. 


O sexo, união profunda de dois corpos, é um chamado que diz à alma da criança "vem"


E nós viemos. 




@alineahmad

terça-feira, 8 de agosto de 2017

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Inverso

Atravesso, sou verso,

Inverto, sou o inverso,

De tudo,

De todos,

Não me mudo,

Nem me contento,

Não lamento,

Eu tento. 


Não sou rápido 

Sou lento 

E silencioso

Como o seu olhar

Mais vigoroso

Sou cuidadoso

De pétala em pétala. 

Minha flor voa

Seu perfume ecoa

Ela vive

Eu também!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Para Adelita

Espero o tempo suspender o espaço 

Que me separa de você

No instante de um abraço

Me aproximo do seu coração

Eu choro como sempre faço

Você não


É seu aniversário

O mundo sorri

A irmandade permanece

A história se repete 

Agora você é a mãe

O amor acontece

(Aline Ahmad para Adelita Ahmad)

#poesia #poema #instapoema #instapoesia #poetisa

O amor é uma lembrança

A verdade é que a beleza está disponível mesmo quando a gente não olha. 

O amor é uma lembrança de quem somos. 

E um portal para ver o belo. 

Por isso, coração puro e peito aberto para amar!



sexta-feira, 28 de julho de 2017

O mundo e eu

Eu venci esse apelo do mundo

Esse pedido imediato de crescimento

Pede para deixar-me

Eu me abraço e fico

O mundo caminha

Eu fico

O mundo regride

Eu fico

O mundo me agride 

Eu fico


O mundo sou eu. 

(Aline Ahmad)

#poem #poema #poesia #instapoesia #instapoema #poemasescritos #poetisa #frases

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Infância

Num espaço sem tempestade caminho por uma estreita ponte. Não sei o que virá até que um novo dia amanheça. Não sei de onde vim. Se era luz ou sombra, de onde saí. Caminho para deitar meus olhos em outro lugar. Ouço muitos nomes, muitos sussurros. De repente vejo dois seres pequeninos brincando em um jardim. Há também pedrinhas brancas e uma árvore que nem sequer cresceu. São menininhas loiras, eu também sou pequena. Criamos o nosso mundo entrelaçadas por horas e anos celestiais. Uma vida de porcelana frágil e delicada. 


Eu me esqueci quem vocês eram. Esqueci para poder me lembrar. Só agora me recordo. Presenças sagradas da minha infância, com quem colecionei os momentos mais tristes que costuraram quem sou, de quem recebi as maiores alegrias do passado. Eu estava viva. Vocês também. Mesmo sangue, mesma história, mesma mãe. Ser mãe se abre como uma possibilidade. Estendo a mão e vocês ainda estão lá. Lá dentro. Andreza e Adelita

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Distância

É clara a noite escura

Nela me vejo só e nua

A mim mesma 

como evito olhar

De mim me esquivo 

por doer se aproximar

Assim revivo

A distância 

Do que sou



Aline Ahmad

domingo, 16 de julho de 2017

Resolvi ser eu



Resolvi ser eu

Um curto espasmo

Em que percebi que não era

Continuo não sendo

Mas naquele instante resolvi ser


Resolvi ser eu

A que observa

Não a que faz

A que respira

Não a que esquece

De si


Resolvi ser

Então tudo aconteceu:

Resolvi 

Tudo!


Quando resolvi ser eu eu


#poesia #poema #eu #selfie #selfpoem #selfpoet #autoconhecimento (Quem me segue no Stories sabe que momentos foi esse!)

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Imaginação

É nossa responsabilidade alimentar a nossa alma com conteúdo imagético (imagens e imaginação) capaz de nos salvar da nossa própria miséria. Isso não é viver uma mentira, mas sim buscar a verdade. (7/7/2017)

Shiva


Um #tbt do Senhor Shiva, em Laksham Jhula, Rishikeshi. Nesta região a água do Ganges ainda é limpa (para nós ocidentais, para eles o rio sagrado é sempre puro). 


Uma vez, antes de ir pra Índia, eu estava meditando e vi uma figura dançando e me chamando, sorrindo. Eu identifiquei aquilo como uma entidade hindu me convidando a visitar a Índia. Era Shiva, pelo menos é como hoje faz sentido para mim. Eu o reconheço. 


Podemos ver o hinduísmo como uma religião com muitos deuses. Mas também podemos olhar como aspectos de Deus que representam diferentes aspectos nossos. Desta forma, todas as escrituras sagradas, de todas as religiões, com seus personagens, se tornam mais próximas de nós, como alegorias sobre nosso mundo interior (a mais pura realidade que pode existir e permanecer), tudo extremamente real e possível. E sagrado. 🙏🏻 #shiva #lakshmanjhula #lordshiva #senhorshiva


domingo, 9 de julho de 2017

Gurupurnima e a gratidão ao guru





Hoje é um dia muito auspicioso na Índia, é o dia da lua cheia do guru. O momento de agradecer tudo ue foi recebido, pois todos que tem um guru sabem o quanto recebem no coração. Esse é um tesouro desconhecido para a mente. Ele só pode ser recebido quando o coração se abre para a  grandeza do amor puro, só pode ser conhecido com muito merecimento e é assim que a gratidão floresce no peito. Pelo menos uma vez ao ano todos saem de casa e vão em busca do guru para neste dia fazer o agradecimento pessoalmente e para tocar os pés do guru (que significa entregar a ele toda sujeira energética e mal karma). Quando as pessoas estão tocando o pé do guru não se trata de uma reverência, mas de entregar o lixo a ele. O guru recebe sorrindo e transforma o mal karma em luz e amor. Esse poder só pode ser sentido por quem se expõe à presença do guru querendo verdadeiramente conhecer esse poder. Se fizer isso repetidamente durante alguns dias acredito que seja disponível a qualquer ser humano compreender o mistério. É preciso sentar bem próximo, para que mesmo os mais insensíveis possam sentir. Todas as pessoas que presenciei fazerem isso puderam receber presentes e compreender sobre o que estou falando. 🙏🏻❤️

Eu jamais compreenderia se não tivesse feito isso. Faço parte dos insensíveis. Mas o guru foi muito amoroso comigo e quebrou as barreiras, os muros, do meu coração. No momento que isso aconteceu meu peito se encheu de amor e eu jamais fui a mesma. O poder do guru é o amor, mas o amor em uma dimensão só compreendida por quem vive a experiência. Não é nem mesmo parecido com o amor humano que experimentamos ao longo da vida. Muitos sábios viveram isso através dos tempos, muitos discípulos experimentaram esse amor com um mestre vivo.  

Meu desejo, neste dia, além de agradecer a ele por tudo que recebi, é de que você possa receber a graça de compreender sobre o que estou falando. 🙏🏻

Aline***

“Um mestre espiritual é como uma estrela cadente: passa muito rápido. E, neste planeta, é raro quem possa presenciar esse fenômeno, pois todos estão muito preocupados em ‘ganhar a vida’ e não sobra tempo de olhar para o céu." (Sri Prem Baba)

Guruji, agradeço pelo Deus em mim que me fez olhar o céu da existência e notar a estrela que você é! Entre esse céu e o meu coração não há distância, você brilha dentro e fora de mim. 🙏🏻

 #prembaba #sriprembaba #awakenlove #awakenlove

(Escrito em 8/7/2017)

Sobre o Gurupurnima


Ainda tocada com esta passagem do Gurupurnima (esta festa em que se celebra a gratidão ao guru) eu sinto essa vontade de compartilhar, não só o momento, mas a compreensão sobre o significado da relação mestre-discípulo. 


“O mais belo e raro fenômeno neste planeta Terra é o encontro do mestre com o seu discípulo. A encarnação é uma escola de amor e a relação mestre-discípulo é o mais elevado caso de amor, pois o mestre ilumina a sua consciência. Ele te tira da escuridão e te coloca na luz. Essa é a minha experiência. Eu realizei esse amor.”

Sri Prem Baba


Prem Baba se tornou um mestre espiritual reconhecido em todo mundo, seus discípulos estão espalhados pelo planeta procurando contribuir com sua missão de despertar o amor no mundo, começando por cada indivíduo (pois não é possível transformar o outro sem transformar a si mesmo). O que nem tantas pessoas sabem é que antes de ser considerado um mestre espiritual Prem Baba foi um buscador e um discípulo. É este exemplo vivo que ele representa (não só a respeito de como ser um discípulo, mas também de como ser livre, humilde e amoroso) que arrasta multidões. Coloquei neste post algumas fotos da jornada do meu guru Sri Prem Baba, como discípulo de seu mestre Maharaji, da antiga linhagem Sachcha (que significa em português: verdade).  Coloquei também algumas fotos minhas, na condição de discípula que sou, não para me comparar a ele, mas para que se torne compreensível a inspiração que ele lança em meu caminho. 


Existe ainda muita confusão a respeito desta relação, como se o guru se colocasse em uma situação de superioridade perante o discípulo. A mente pode julgar desta forma, na verdade por mais humilde que seja um discípulo a sua humildade está apenas sendo trabalhada pelo guru. Ele sim detentor da humildade verdadeira. Tenho certeza que como discípula não chego aos pés da humildade do meu guru ou de sua devoção com o mestre dele, tenho consciência de que isso o levou à iluminação. O que ele nos ensina é que este amor pode abrir os canais para o amor puro e desinteressado. Eu não tenho dúvidas pois observo em mim o quanto este amor me permitiu amar mais a vida, as pessoas, o mundo e a mim mesma. 🙏🏻❤️

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Em mim um universo inteiro

Dentro de mim há um universo inteiro


Eu me escondo por não saber me dar 


Eu me entrego por não saber calar


E assim o amor me usa pra falar



segunda-feira, 3 de julho de 2017

Kay Pranis e os círculos restaurativos

Kay Pranis é o que se poderia chamar de "especialista" em círculos restaurativos, porém, como ela mesmo ensina, a palavra "especialista" desvaloriza o entorno, o todo, o coletivo, pois se refere a algo que se aprofunda na parte, entretanto a sabedoria dos círculos é justamente resgatar o valor da união, da conexão, da inter-relação entre as partes. Tratar questões em círculos é um poderoso instrumento de escuta, empatia, compaixão e cura. O círculo é um lugar entre iguais, sem estrutura hierárquica que subjulgue, todos podem ser ouvidos e há a ideia implícita de que cada um tem seu valor único e indispensável. Cada qual com seu olhar particular que só pode ser agregado como riqueza para o coletivo se esta riqueza for percebida. 
A fala de Kay foi me produzindo diversos insights. Como quando falou sobre esta maneira poderosa de garantir a segurança de todos que é a inclusão. Enquanto escrevo me recordo de uma frase que me marcou, cujo autor desconheço: "Se todos dermos as mãos, quem vai segurar as armas?"
Pois a indústria de segurança, armamento, guerra, não garante a vida. Ao contrário, em nome da vida e da "segurança" promove a morte. É enormemente ineficaz. Precisamos começar a pensar a "segurança" de um jeito diferente. 
Ela citou a bióloga Mary E. Clark, que constatou que às necessidades humanas mais profundas que existem são: pertencimento e significado. Contudo a cultura humana não tem promovido isso, especialmente às pessoas pobres ou que não tenham ascendência europeia. Há um buraco em nossa cultura no que diz respeito a promover pertencimento. Pertencer a um grupo é tão fundamental para humanos que se não formos aceitos a um grupo que atua positivamente iremos buscar um grupo que nos aceite, ainda que contrarie nossos valores, ou nossa cultura dominante. Temos como exemplo as gangs, marginalizadas pela sociedade, porém unidas para criar o sentimento de pertencimento. 
Os círculos são também uma reunião de contação de histórias em que cada um tem o direito de contar a sua e ser ouvido. Isso impõe um ritmo mais lento à vida, se comparássemos a como a temos levado, mas também nos leva a oportunidade de nos ouvir internamente e deixar emergir conteúdos que nos importam, curam e transformam. Ouvir o outro permite reconhecer o humano que nos une (a ele) e também (já que ninguém é redundante) nos embevecer com uma sabedoria diferente que enriquece a nossa. Não importa quem seja esse outro, esse olhar externo é algo que não teríamos sozinhos sem uma partilha. 
(Escrito em 26/5/2017) #palasathena #kaypranis #tucarena #puc #aprendizados #palestra

Só sentir

Dêem ao meu coração a liberdade da saudade
.
É o amor que cria essas histórias .
Brilha a lua, o sol, a vida...
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Tudo é reflexo de um amor anterior
.
O seu amor faz nascer o meu
.
Com você aprendo a amar .
O seu amor ensina
.
Eu te contemplo e aprendo
.
O seu olhar, o seu sorriso... Flâmulas e faíscas de um amor puro .
.
O meu olhar, o meu sorriso. É o nosso amor espalhado pelo mundo. 
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Ninguém vai entender. 
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Ninguém precisa entender.
.
Só sentir
.
.
.
#awakenloveglobal #awakenlove #sriprembaba #prembaba #devoção #guruji #babaji #rishikeshi #rishikesh #índia #ashram #sachcha #sachchadham
(Escrito em 19/5/2017)



Essência da flor

A flor (todas) é uma completa beleza a ser apreciada. Uma fábula que nos conta sobre si mesma, da riqueza de dar-se completamente, de mostrar-se nua em verdade crua e alarmante, de jogar-se diante de nós corajosamente, sem se importar com o olhar desatento que se esquiva da grandeza revelada em delicadas pétalas do amor supremo. 


Sou como és, és como sou

Pode perder-se no vento

Me buscando

Em ti sempre encontrarei a mim mesma. 


A minha essência esparge o teu perfume. 

A nossa essência é o amor. 


#flor #ashram #perfeição #natureza #thebestpic #poesia #poema 


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Uma viagem pode ensinar

Toda viagem é uma forma de aproximação com o que somos. Pois distante da vida que levamos, acabamos nos abrindo mais para uma natureza própria, algumas vezes esquecida e distante... Nosso comportamento nas viagens é mais presente e atento, nosso olhar procura conhecer o novo, o nunca antes visto. Temos um tempo a mais para apreciar o belo. Um pouco de ócio, mesmo em uma viagem corrida, pois, ainda que sobrecarreguemos o corpo, liberamos a mente. 

A mente atribulada é como uma janela suja. Não é possível dirigir o veículo sem ver o que está à frente. Pelo vidro empoeirado [mente] não vemos o mundo como ele é. Temos uma percepção empoeirada do mundo. Com a mente uma pouco mais limpa, como acontece durante as viagens, captamos as belezas de forma mais pura. No caminho de volta (como esta foto, tirada na estrada de volta de Alto Paraíso, no último feriado) precisamos lembrar de trazer o mesmo olhar que levamos para a viagem, para que possamos olhar a nossa vida e reconhecer as nossas belezas. Para quem está para sair de férias este pode ser um excelente compromisso. Para quem vai continuar no trabalho, encontrar práticas de esvaziamento da mente vão contribuir para uma vida mais saudável e feliz. Você fica ou vai? #viajar #viagem #altoparaiso #goiás #chapadadosveadeiros #consciência #despertar #meditação

domingo, 25 de junho de 2017

A sabedoria da natureza

Queria lembrar que o aniversário de São João coincide com a época do solstício de inverno (no hemisfério sul). Após esta passagem (da noite mais longa do ano, com mais horas de escuridão) passamos a caminhar para um período de luz, com dias cada vez mais longos (mais horas de luz gradativamente) até o natal, nascimento de Jesus, que coincide com a época do solstício de verão (no hemisfério sul, no norte é invertido...). O solstício de verão é o dia com mais horas de luz do sol.  Com a passagem do natal caminharemos novamente para a escuridão do inverno, gradativamente. 

Podemos observar esses símbolos e a interferência da natureza no nosso humor, estado de espírito, recolhimento, retraimento, expansividade, como um coração pulsando mais para dentro e mais para fora conforme a época do ano. 

Antes das cidades estávamos conectados à natureza e vivenciávamos esses fenômenos mais inteiramente, não tínhamos equipamentos para nos proteger do frio, calor excessivo, escuro, claridade. Éramos impactados fortemente pelo poder da natureza e reverenciávamos a sua sabedoria e beleza. 

Mesmo não acompanhando tão diretamente o que está acontecendo, como todos os seres vivos, continuamos impactados pela Terra, pelo céu, pelo mar... Que tal observar, sentir, estar presente e reconhecer como lidamos com isso?

(Aline Ahmad, inspirada no aprendizado que tive com Marilia Campregher, que estudou este assunto)

domingo, 11 de junho de 2017

Um passeio com Sócrates e Platão

Hoje acordei como um pássaro de amplas asas recebendo o calor do sol e o abraço do vento, em pleno vôo. As imagens me levam para além das palavras. Tudo porque ontem me encontrei com Sócrates pela primeira vez. Eu já o tinha ouvido de muitas bocas e também o tinha conhecido por meus olhos muito distraídos deitados em traduções pouco cuidadosas dos escritos gregos de seu discípulo Platão. Mas ontem, quando saí do curso "Fedro e a loucura da alma", com Cristina Rodrigues Franciscato, na Palas Athena, senti um ímpeto mais forte. Sócrates merecia meu olhar atento, através das palavras de Platão. Eu tinha sido levada pela mão aos arredores de Athenas, caminhado por lagos e relvas, repousado abaixo de um plátano, ouvido a música de verão do canto das cigarras e observado a atmosfera das ninfas. Foi inevitável que algo ficasse comigo desse passeio. Abro as páginas de "Fedro" e me emociono com a inteligência desse mestre (eu bem conheço a dádiva de ter um mestre vivo!), me identifico com Platão, esse discípulo que coloca nos lábios de seu mestre, Sócrates, as suas mais sublimes palavras. Claro, me questiono se admiro a um ou a outro, pois de ambos recebo versos coroados pelo tempo e pela mais almejada sabedoria. Sei que já não escrevo mais como eu mesma, como se tivesse respirado os vapores daquelas presenças e me tornado inspirada pelo que vivificaram na humanidade. Era assim: a pítia, sacerdotisa de Apólo, inspirava seus vapores, as folhas de carvalho (a árvore sagrada de Apólo) para dizer seus dizeres. Ao inspirar ela se tornava inspirada nele, habitada por ele. Debruço as narinas neste livro, respiro um pouco mais e escrevo. [Que convencimento a literatura é capaz de trazer!] Por quantos ares esse texto me leva a voar! 
Fedro pergunta a Sócrates se ele acredita em um mito.
"— Todo aquele que (...) se propuser a explicar cada um (...) precisará de muito tempo para isso. Mas não disponho, em absoluto, de qualquer tempo, e a razão para isso, meu amigo é a seguinte: continuo incapaz (...) de conhecer a mim mesmo, de modo que me parece ridículo investigar coisas sem relevância quando ainda permaneço ignorante (...) empreendo a investigação não de tais coisas, mas de mim mesmo"

sexta-feira, 9 de junho de 2017

É impossível ferir apenas o outro

É impossível ferir o outro sem se ferir. Esta é uma máxima. Então toda vez que alguém sofre, uma parte nossa também dói. E, obviamente, quanto mais próxima estiver a pessoa, mais evidente isso será. Também é impossível amar o outro sem se amar. Estamos sempre caminhando neste percurso. Aprendendo a nos amar e a amar outro. No caminho costumamos nos ferir e ferir o outro. Essa corrente é sempre recíproca porque no mais profundo o que nos separa do outro não existe. 

Outra máxima: a violência é sempre um pedido de socorro, um sinal de sentimento de desamor. Quem se sente amado e acolhido não é violento. 

Este é um conhecimento muito importante, pois ouvimos sempre "violência gera violência", isso é verdade, porque não estamos maduros e conscientes para notar o que está por trás (o pedido de socorro) e quebrar a corrente. Quando alguém age com violência conosco (e isso pode acontecer em graus mais sutis até nos relacionamentos mais íntimos) nosso impulso é sempre de revidar, somos tomados pela sombra, perdemos a clareza. Não falo de violência física, falo da violência das palavras, da indiferença, dos gritos, da rejeição, dos julgamentos...

Quando se fala da importância do autoconhecimento é porque só assim podemos abrir os nossos olhos e perceber que o outro é apenas um espelho onde nos vemos refletidos. Tudo que vemos no outro é o que está obscuro em nós. Então o "jogo de acusações" é sempre uma perda de tempo, uma distração, um desvio do olhar que poderia recair sobre nós mesmos. O único ser que temos o poder de melhorar se chama: eu. 
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Flor do dia é uma mensagem transmitida diariamente, globalmente, pelo líder humanitário Sri Prem Baba. Muitas vezes, sincronicamente, vai parecer que ele está falando com você. 

A mensagem de hoje fala sobre desamor e ódio.

“O desamor pode se manifestar na forma de um ódio bem objetivo, mas também pode se expressar em graus mais sutis. Independentemente do grau que ele se manifesta (irritação, descaso, indiferença, falta de presença ou desejo de ver o outro sofrer), essa vibração emana de você e causa um impacto. O ódio pode ser transmitido até mesmo através do leite materno que, se contaminado por ele, se transforma num veneno. E a dor gerada pelo desamor faz com que a entidade desenvolva a violência como forma de proteção.”
Sri Prem Baba
  

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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Propósito


Hoje eu e minha irmã concluímos mais um módulo do #CursodeLiderança #CocbyPearson . Desta vez o tema foi marketing, uma das áreas que está sendo revolucionada no mercado, pois tudo no mundo tem mudado demais... As relações de consumo, as mídias, os posicionamentos das marcas, etc.  Algo que me chamou a atenção é que, assim como eu, e tantas pessoas a minha volta, temos buscado alinhamento com o propósito, observo esse fenômeno acontecer também dentro das empresas. Assim como autoconhecimento é uma das palavras de mais impacto para mim, vejo que as organizações também tem investido muito em ferramentas para se conhecerem. O fruto desse mergulho interior (seja em si mesmo, ou na sua empresa) é valioso e faz com que ele se torne necessário principalmente em um cenário competitivo. Quem se conhece mais tem mais força!  

Somente quando você se conhece, reconhece suas fraquezas e potencialidades, é que uma identidade própria passa a ficar mais nítida. (Impressionante como aquilo que é cabível para as instituições é extremamente aplicável às pessoas.)

Eu, por exemplo, sei que a minha expressão profissional depende muito do meu estado pessoal (isso inclui a minha dimensão emocional, conectada à minha habilidade relacional, etc). Procuro me aproximar do que sou para poder expressar também na minha vida profissional essa identidade (essa marca). Eu não quero ser uma pessoa dupla, em que a carreira siga uma direção muito distinta do meu íntimo. Vejo o quanto tenho a aprender para crescer como pessoa e como líder do colégio, reconheço uma jornada pela frente e me alegro com cada passo que me aproxima dos meus objetivos. Eu busco realizar no trabalho não só o propósito do negócio, mas conectá-lo o tempo todo ao propósito do que sou. Talvez alguns possam pensar que isso seja mais fácil porque tenho, na condição de dona, a autonomia de mudar o propósito da escola. Isso não serve só para mim. Qualquer colaborador, de qualquer empresa, tem a escolha de estar em um lugar que lhe faça mais sentido. Mudar de emprego deve ser mais fácil que transformar a cultura de uma organização. 

Acho que tudo se transforma quando a gente se transforma. Tem um mecanismo interno que é responsável pelas alterações externas. O que está fora está dentro. Talvez por isso que eu faça questão de investir muito em mim, assim como procuro ser coerente e investir em cursos que me preparam também tecnicamente para os desafios do trabalho. 

Essa semana foi uma injeção de aprendizados: retiro de silêncio com Sri Prem Baba e módulo de marketing do curso de liderança. Eu poderia estar me sentindo fazendo coisas muito diferentes nesses dias, mas, na verdade, Prem Baba falou bastante no retiro sobre o tema do seu livro mais recente: Propósito. E o @edualbuquerque (o professor de marketing que aparece comigo e minha irmã na foto) também!😉

Você está familiarizado com o tema "Propósito"? Se interessa em saber mais? 

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(Escrito em: 9/5/2017)